Hoje trago um artigo meu escrito e publicado em 12 de junho de 2019 na E-Commerce Brasil.

O tema, nos dias atuais, é recorrente, lugar comum ao tratarmos sobre comércio eletrônico e marketplace. Porém, no pré-pandemia, não era algo tão evidente para muitos. A necessidade da ida da indústria ao varejo, utilizando-se dos canais de marketplace, foi a visão que me fez conceber a ideia e tira-la do papel em meados de 2018, quando fundei a ReFact (antiga Futura Inova).

Em nosso rebrand, agora em 2021, isso ficou ainda mais latente, quando trouxemos essa marca registrada também na assinatura, em nosso nome. ReFact é a junção de Retail + Factory.

Segue abaixo a transcrição do artigo reproduzido pela www.ecommercebrasil.com.br.

Brasil afora, indústrias, importadoras, atacadistas e comerciantes tradicionais estão lidando com a nova tendência do comércio online: vender direto ao consumidor final. Mas como posso vender direto para o meu cliente se eu não tenho um e-commerce?

No modelo Direct to Consumer (D2C) é possível vender direto para o cliente final sem necessidade de intermediários na cadeia de distribuição. Se o seu concorrente está nesta lista e você não, agora já existe uma oportunidade de não ficar de fora. Você está preparado para lucrar mais no comércio eletrônico?

De onde veio o D2C

Vamos voltar um pouco no tempo para entender o início desse fenômeno. Por volta de 2012, surgia no Brasil um novo modelo de venda online já consolidado na China e nos EUA, com nomes fortes como AliBaba e Amazon.

O marketplace é o modelo de venda online no qual os varejistas vendem através  de uma plataforma de terceiros. Podem vender marcas próprias, atacadistas, indústrias, importadoras ou revendedores segmentados.

Por aqui, o marketplace surgiu cheio de dúvidas e, principalmente, desconfiança. Os motivos: logística complicada e falta de solidez do comércio eletrônico brasileiro.

Mas o Brasil é um dos países mais criativos e inovadores do mundo e não demorou a entender como funcionava o modelo mundial. Trouxe, então, para o nosso mercado, a tecnologia, a operação e os processos de execução aplicados internacionalmente. Dissipou, assim, a desconfiança e não deixou nada a dever para as empresas dos EUA e China.

Mercado brasileiro

B2W, Mercado Livre, Amazon Brasil, Magalu, Carrefour, CNova, Dafiti e Zoom são alguns exemplos de empresas que apostam no crescimento através do marketplace.

Nesse modelo de negócio, os portais passam a não mais comprar da indústria determinados itens. Eles viram canais de vendas com acesso a numerosos clientes. Desse modo, as indústrias precisam aprender a vender direto para os consumidores finais.

É uma significativa mudança de cultura, já que as indústrias precisam entender que a venda de atacado talvez não seja mais a melhor alternativa para suas empresas e, sim, a venda direto para o cliente final através dos marketplaces, com um lucro ainda maior.

Processo de mudança

Logicamente, nenhuma mudança é fácil. Começar a vender cliente a cliente exige mudanças, não só culturais, mas comerciais, operacionais e de logística.

São mudanças de grande porte, porém necessárias. E foi o poder transformador da D2C que me conquistou. Desde novo, sempre que me perguntavam por que eu gostava de varejo e responso: porque adoro a capacidade do mercado de compra e venda de se reinventar e inovar.

Consolidação do D2C

Venho de uma família de comerciantes com grande capacidade de criar negócios, transitando por diferentes atividades: de roupas a carros.  Seja importando para venda direto ao cliente, seja fabricando e revendendo através de representantes ou até produzindo e distribuindo para outros revendedores. E por que estou falando tudo isso?

Pois, mais uma vez, vivemos um momento de mudança no varejo. Agora presenciamos um movimento com capacidade de gerar oportunidades para todos no mercado. O D2C chega após os famosos B2C, B2B, B2B2C e creio ser o que vem com mais força e inovação.

A transformação do mercado para mais este modelo é definitiva e 100% democrática para todos os tamanhos de empresas e tipos de produtos. Pois permite a venda desde itens de artesanato, passando por marcas de moda ou perfume, até fábricas de eletrodomésticos.

Gigantes como Whirpool, Nike e Apple já operam nesse modelo e com expectativas substanciais de crescimento. A sua empresa não vai ficar de fora, certo?

Por: Leandro Tomasi, Sócio, Conselheiro e Fundador da ReFact